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     Para mim os animais importam!




    RELIGARE!
     


    O QUE ACONTECEU, NEELA?

    Assisto ER de vez em quando. E sempre fora da seqüência, pois todos os dias é reprisado pelo menos um episódio de uma das muitas temporadas. Ainda assim, vai entender, envolvo-me com as vidas e circunstâncias de cada um dos personagens. Por trás da rapidez, da precisão quase mecânica com que executa suas funções no pronto-socorro de um hospital em Chicago, cada personagem revela uma humanidade com a qual muito empatizo.

     

    Mas daí a me identificar com eles... Não tenho nada do pobre menino rico que tem que decidir entre ser médico ou gerir a fortuna da família. Nada da mãe solteira e seu ex-marido white trash e delinqüente. Do cara inapto que passa o tempo arranjando alguém para fazer o trabalho por ele. Da alcoólatra em recuperação que tem uma mãe bipolar e uma tendência a se envolver com os seus chefes. Da lésbica que luta pela guarda do filho depois que a sua namorada (e mãe biológica da criança) morre. Ou da anglo-indiana que parece psicografar artigos do New England Journal of Medicine enquanto lida com o seu sense of not belonging, com a sua claustrofobia, e com os corações que despedaça.

     

    Espera!

     

    Não é que com ela, a Dra. Neela Rasgotra, eu me identifiquei? E desde que apareceu na série, ainda como coadjuvante. Sou um tipo nerdy, como vocês já devem ter percebido. E passo a vida a lidar com o meu sense of not belonging, com os meus medos e bloqueios, como já lhes contei – e, convenhamos, extensamente. Aliás, outro dia mesmo, escrevi aqui, lidei com um desses bloqueios – visitar uma amiga na UTI – inspirando-me na coragem da Neela. E sobre os corações, se os despedaço ou não, isso deixo à sua imaginação.

     

    Rapidamente a Neela tornou-se a personagem de destaque em ER. Em parte porque a atriz que a interpreta, Parminder Nagra, é maravilhosa. Eu a vi pela primeira vez em Bend it Like Beckham, onde faz o papel de uma jogadora de futebol adolescente. Estava muito convincente – e isso foi há pouco, quando a atriz já tinha quase trinta anos. E em parte porque a Neela carrega as mais pesadas cruzes de modo exemplar, virtuoso.

     

    Mas tudo isso por que mesmo?

     

    Tudo isso porque fiquei uns cinco meses sem assistir ER e agora me deparo com essa fofa de pele cor de oliva e olhos de jaboticaba, como diz o Rodrigo, sendo chamada de selfish bitch, acusada de seduzir dois bonitões sem se decidir por algum, responsabilizada pela amputação das pernas de um deles, e pelo suicídio da namorada do outro.

     

     

    LET’S INTUBATE!: http://lux-religare.zip.net/arch2007-04-22_2007-04-28.html#2007_04-27_02_00_34-6540800-0

    MY SENSE OF NOT BELONGING: http://lux-religare.zip.net/arch2007-02-11_2007-02-17.html#2007_02-17_15_08_23-6540800-0

    MEDO? / VOCÊ TEM MEDO DE QUE? / A MULHER MAIS CORAJOSA DO MUNDO / OLÁ, MEDO! / ALWAYS DO WHAT YOU ARE AFRAID TO DO: http://lux-religare.zip.net/arch2007-02-04_2007-02-10.html#2007_02-05_21_39_01-6540800-0

    UM BLOG SOBRE O QUE?:  http://lux-religare.zip.net/arch2007-02-04_2007-02-10.html#2007_02-05_21_22_25-6540800-0



    Escrito por Lúcia BL às 21h12
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    VICIADA EM LEITURA

    Imagino sentada ao lado do Thomas, na reunião dos Leitores Anônimos, minha amiga Cláudia A. Ainda não a vi em contorcionismo para ler um livro. Mas apenas algo dessa dimensão explicaria a quantidade de material impresso que a Cláudia devora.

     

    E aqui eu me pergunto: Será que há cura para a Cláudia? Pois a conheço desde os nossos doze anos, e sempre foi assim. Conversamos nem cinco minutos, e lá vem a sua pergunta predileta: “O que você está lendo?” E ela mesma se põe a responder.

     

    Vejam, a Cláudia não está lendo o livro: Ela está vivendo o livro. E não é apenas a Cláudia mergulhada em Dom Casmurro, metendo-se na estória, identificando-se com os personagens. Não. São Bentinho, Capitu, Escobar e Ezequiel invadindo a vida da Cláudia, obrigando-a a implicar-se na trama. Pior: É essa gente do Rio de Janeiro do Segundo Império metendo-se na vida da Cláudia em São Paulo, em 2007!

     

    E não é só isso. A Cláudia encanta-se com o autor, com a vida do autor, com o autor e suas circunstâncias. E mais: Ela se afeiçoa ao livro-objeto, ao cheirinho do livro, à textura do papel. E quando o livro começa a terminar? Aí a Cláudia passa a ler bem devagarzinho, que é para o fim demorar a chegar.

     

    Não sei se me explico bem. Mas me parece que um vício dessa proporção não tem mais cura.



    Escrito por Lúcia BL às 15h09
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    ESTOU APAIXONADA

    Resisti o quanto pude à idéia de usar um tamanco de plástico brilhante que mais se parece com o pote de ração do meu cachorro Clio. Nenhum dos argumentos da minha mãe iria convencer-me – até que ela usou a palavra mágica: Madonna. Que os Crocs são superleves, macios, confortáveis, anatômicos... E daí? Mas que não saem dos pés da Rainha do Pop... Mmm, aí está algo a ser investigado!

     

    E desde que provei os Crocs, não os tiro mais dos pés. Hoje comprei mais um par. Estou apaixonada. Ah, não é um sapato, um tamanco, uma sandália. É uma experiência sensorial, é o meu andar reinventado...

     

    É andar nas nuvens!

     


    E aí está o anúncio dos Crocs. Sua redação, estou certa, ficou a cargo da minha mãe. Ela deixou de fora o fator Madonna porque – imaginem isso! – está convencida de que o consumidor médio é um pouco mais racional e sofisticado do que a sua filha.

    http://www.crocs.com/home.jsp

     



    Escrito por Lúcia BL às 02h28
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    VICIADO EM LEITURA

    Em 2004, quando completei meu perfil no orkut, e quando o site ainda era em inglês, “i’m addicted to reading” pareceu-me uma boa resposta para o item books. Para ser mais precisa, sou viciada em idéias, em buscas e descobertas no plano das idéias. Mas como não tenho a sorte de conversar com Noam Chomsky ou André Comte-Sponville, ou mesmo Machado de Assis ou Clarice Lispector, me é mais difícil resistir à palavra escrita do que à falada.

     

    Mas depois da viagem com o Thomas tenho que rever os meus conceitos. Viciado em leitura é ele. Eu apenas adoro ler. Não o farei, todavia, sem uma atmosfera apropriada, sem uma poltrona confortável, sem boa iluminação. Já o Thomas contenta-se com qualquer fiozinho de luz, qualquer penumbra a iluminar o livro. Livro iluminado – às vezes apoiado no travesseiro, outras vezes segurado no ar, outras tantas colocado no chão ou contra a parede –, põe-se o Thomas a sentar, deitar, encostar. Nas mais contorcidas e antinaturais maneiras de se sentar, deitar, encostar.

     

    Falta-me, confesso, vocabulário anatômico para descrever esse contorcionismo. E ainda que eu o tivesse, alguém me entenderia? Talvez seja o tipo de coisa que só se transmite por imagem. Quem tentou LER o Kama Sutra – e aqui me refiro ao texto de Vatsyayana, e não aos vários manuais ilustrados – sabe do que estou falando.

     

    Imagino o Thomas numa reunião dos Leitores Anônimos. “Aprendi a viver um dia de cada vez. Só por hoje, não vou ler.”  



    Escrito por Lúcia BL às 01h00
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    O CÉTICO

    Estava orkutando quando encontrei Ricardo Bonalume Neto. Ricardo é  jornalista de ciência da Folha de São Paulo, e cético de carteirinha – por alguns anos ele assinou a coluna semanal O Cético, na Revista da Folha, contrapondo-se à coluna de Paulo Coelho. Eu e o Ricardo temos, espero que ele se lembre, uma conexão importantíssima: Foi ele que me apresentou, nos anos 80, ao melhor da música britânica. Echo & The Bunnymen, Lloyd Cole & The Commotions, Aztec Camera.

     

    Bom, preciso fazer justiça ao meu ex-marido Raphael. Ele por duas décadas apresentou-me ao melhor da música, inclusive a britânica. Não tivesse se tornado um advogado, creio que o Raphael teria sido um Nelson Motta, uma Patrícia Palumbo.

     

    Mas voltemos ao Ricardo, o cético. Vejam, não estou tão convencida do seu ceticismo. Sua crença em Eric Clapton e George Orwell, lembro-me bem, era de mover montanhas. Depois, pareceu-me que dar de cara com o Ricardo no dia em que eu escrevia sobre um certo esoterismo – o fato de que só agora viemos a conhecer certas criaturas das profundezas abissais dos oceanos, mas elas há muito povoam o nosso imaginário coletivo – é, por si, e para falar com Jung, uma coincidência significativa, uma sincronicidade.

     

    E isso, é claro, levanta uma pergunta: O que revela essa sincronicidade?

     

    Ainda não tive o meu insight, a minha compreensão instantânea. Vou deixar um scrap no perfil do Ricardo no orkut. Quem sabe ele pode me ajudar.



    Escrito por Lúcia BL às 16h09
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